sábado, 14 de março de 2026

Café ao leite com lágrimas

 Tomei um café ao leite com lágrimas num sábado de manhã, assistindo um vídeo curto sobre uma mulher adulta observando sua criança interior tentando se expressar, e ela feria com crenças silenciosas sobre não ser amada e não ser talentosa.


Me fez pensar em todas as feridas que carregamos, os traumas e dificuldades. Quando crianças, confiamos que os adultos irão nos tratar como merecemos, e acreditamos que todo tratamento que recebemos é o que merecemos.


E continuaremos a acreditar nessas crenças silenciosas, até o momento que percebemos que ninguém mais está tentando nos convencer delas… além de nós mesmos.


Tentamos então salvar a criança ferida… em outras crianças e em relacionamentos, mas isso é apenas outra maneira de dizer que outros merecem o que não merecemos. 


Imagina só se fossemos capazes de perceber que cada vez que deixamos de viver como poderíamos viver, como gostaríamos de viver, como realmente acreditamos que merecemos viver, depois que entendemos o que de fato merecemos de bom, imagina… se deixar de fazer isso é continuar ferindo nossa criança interior com as mesmas crenças silenciosas que ela trata como amor.


E aí, quando menos percebemos, estamos com 33 anos, tomando um café ao leite com lágrimas.